29/09/2010, por Rui Nogueira
Falta de expectativas e opções
Vivemos uma hora de desencantos.
Basta um pingo de bom senso para ao menos entreabrir os envoltórios em que as propagandas escondem as realidades, para aflorar o quanto estamos sem expectativas e opções.
Há os desencantos das muitas promessas quase sempre realizadas apenas em propagandas, mas podemos observar a realidade :
As máquinas invadindo os lugares de trabalho, as mecanizações enxotando os trabalhadores até dos empregos ruins, sacrificados, porém sem apresentar alternativas de sobrevivência . Vão todos para o desespero nas periferias das cidades. Como criar os filhos com dignidade? Se não há o “di cume”, há violência.
Que luta sobreviver com a conta de energia mais cara do mundo; escolas sem professores com aluno aprovados “S-P” ( oficialmente aprovado sem professor ); o Sistema Único de Saúde dividido em frações criadas para o interesse político: as importações crescem e engolem os empregos dos brasileiros. Isenções para os estranhos e impostos para nós; água, o bem essencial à vida, explorada com corrupção, tarifas elevadas e exclusão por concessões para estrangeiros. Os principais minérios exportados são vendidos , uma tonelada, a preços menores do que um décimo do preço da banana e com isenção de impostos. As estradas de ferro, sem integração, apenas transportam passageiros urbanos. Portos privatizados sem navios brasileiros e desempregando os nossos marinheiros. Extrema falta de atenção com as nossas faculdades e a pesquisa nacional. Somos invadidos culturalmente e não defendem a nossa língua e a nossa cultura. Somos distraídos com futebol, bunda, Tv e uma avalanche de futilidades e até imbecilidades nos nossos meios de comunicação.
Não aproveitamos a ocasião da eleição para discutir a melhor gestão para o nosso País. Tudo está resumido na propaganda para conquista do Poder e não se consegue perceber linhas de idealismo e construção de soluções. Há apenas repetições ao infinito de frases, motes. Propaganda.
É uma tristeza triste, um desencanto, o perceber a realidade encoberta pela propaganda e não encontrar expectativas ou opções que se possa endossar com alma. Propaganda só induz consumo e cria a “moda” de votar no “artista” mais propagado.
14/07/2010, por Rui Nogueira
Adoção de crianças por casais homossexuais A formação da nossa personalidade ainda na primeira infância passa por períodos de identificação com a figura masculina ou feminina.
Isto é evidente, visto nas importantes brincadeiras das crianças, em que elas teatralizam a situação de adulto até usando roupas de mãe ou de pai. Eu sou o pai... Você a mãe... Ele o motorista...e repetem com os mínimos trejeitos, tons e entonações de voz , postura da figura que imitam.
O processo educativo exige exemplos e modelos para serem imitados e nós deveríamos ter muito cuidado com os que são expostos aos nossos filhos, principalmente na televisão.Aí dirão : temos que respeitar a opção dos homo. Certo. Mas como eles desenvolveram esta opção?
Na área da Psicologia encontramos trabalhos provando a importância das figuras masculinas e femininas e há países em que não pode haver orfanatos só de meninas e obrigam a presença de funcionários do outro sexo ao menos em atividades relacionadas à vida da instituição. São trabalhos clássicos encontrados em vários livros.
A criança que vai ser adotada, em geral, passou por processos de rejeição ou então por situações desastrosas em que perde os pais biológicos.Traumatizada, vai para um ambiente em que não há o binômio homem-mulher bem definido. Se houve a opção do casal pelo lado homo está implícita a consequência de que renunciam ao processo de procriação.È difícil acreditar que neste caso haja o ambiente ideal para servir de exemplo na formação da criança.
Mesmo que não admitam, é sempre um conflito acordar pela manhã , tomar banho , ver expostos os seus órgãos sexuais mas desejarem não os ter e ansiarem ser o que a natureza não lhes ofertou.
E como seria direcionada a educação?
É justo darem exemplo e desejarem impor às crianças um conflito com a sua natureza de nascimento?
Ainda existe um aspecto que praticamente não foi mostrado pelos meios de comunicações. Trata-se do escandaloso problema da pedofilia.
No abuso de menores que observamos nas “criações” e “proteções” no nosso ambiente de vida e de alguns noticiários podemos observar o percentual alto de pedofilia conjugada com homossexualismo.
A podofilia feminina não aflora em filhos que são "usados" pelas mães. Às vezes é muito tênue a fronteira entre o carinho afetivo e o do instinto sexual crescendo.
É justo colocar uma criança sem definição de seus hábitos e valores num ambiente em que os exemplos, os modelos a seguir não trilham a linha natural para a evolução da afetividade e da procriação no binômio macho e fêmea. Todo ser humano deve ser atendido em seu anseio e destino de plenitude de vida que pode ser tolhido em ambientes inadequados.
Fonte: nacao do sol