14/07/2010, por Rui Nogueira
Adoção de crianças por casais homossexuais A formação da nossa personalidade ainda na primeira infância passa por períodos de identificação com a figura masculina ou feminina.
Isto é evidente, visto nas importantes brincadeiras das crianças, em que elas teatralizam a situação de adulto até usando roupas de mãe ou de pai. Eu sou o pai... Você a mãe... Ele o motorista...e repetem com os mínimos trejeitos, tons e entonações de voz , postura da figura que imitam.
O processo educativo exige exemplos e modelos para serem imitados e nós deveríamos ter muito cuidado com os que são expostos aos nossos filhos, principalmente na televisão.Aí dirão : temos que respeitar a opção dos homo. Certo. Mas como eles desenvolveram esta opção?
Na área da Psicologia encontramos trabalhos provando a importância das figuras masculinas e femininas e há países em que não pode haver orfanatos só de meninas e obrigam a presença de funcionários do outro sexo ao menos em atividades relacionadas à vida da instituição. São trabalhos clássicos encontrados em vários livros.
A criança que vai ser adotada, em geral, passou por processos de rejeição ou então por situações desastrosas em que perde os pais biológicos.Traumatizada, vai para um ambiente em que não há o binômio homem-mulher bem definido. Se houve a opção do casal pelo lado homo está implícita a consequência de que renunciam ao processo de procriação.È difícil acreditar que neste caso haja o ambiente ideal para servir de exemplo na formação da criança.
Mesmo que não admitam, é sempre um conflito acordar pela manhã , tomar banho , ver expostos os seus órgãos sexuais mas desejarem não os ter e ansiarem ser o que a natureza não lhes ofertou.
E como seria direcionada a educação?
É justo darem exemplo e desejarem impor às crianças um conflito com a sua natureza de nascimento?
Ainda existe um aspecto que praticamente não foi mostrado pelos meios de comunicações. Trata-se do escandaloso problema da pedofilia.
No abuso de menores que observamos nas “criações” e “proteções” no nosso ambiente de vida e de alguns noticiários podemos observar o percentual alto de pedofilia conjugada com homossexualismo.
A podofilia feminina não aflora em filhos que são "usados" pelas mães. Às vezes é muito tênue a fronteira entre o carinho afetivo e o do instinto sexual crescendo.
É justo colocar uma criança sem definição de seus hábitos e valores num ambiente em que os exemplos, os modelos a seguir não trilham a linha natural para a evolução da afetividade e da procriação no binômio macho e fêmea. Todo ser humano deve ser atendido em seu anseio e destino de plenitude de vida que pode ser tolhido em ambientes inadequados.
Fonte: nacao do sol
15/03/2010, por Merval Pereira
O presidente Lula alardeia sempre que pode que quer fazer uma campanha sucessória plebiscitária, na qual o povo poderá escolher entre "eles" e "nós", referindo-se ao seu antecessor, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Mas, se a análise histórica for menos imediatista, o seu mandato até o momento sai-se muito mal na foto no que se refere ao crescimento do PIB, a despeito do alto conceito que Lula tem a respeito de si próprio e de seu governo.
O professor titular de economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Reinaldo Gonçalves fez um estudo sobre a evolução da renda no Brasil segundo o mandato presidencial, mostrando a performance da economia brasileira em 120 anos de História da República (1890 a 2009), com comparações não apenas a nível interno, entre os períodos, como também em relação à participação na economia mundial.
Em ambos os critérios, o governo Lula pode ser considerado medíocre. A taxa média de crescimento real do PIB brasileiro é, nesse período, de 4,5%, e a taxa do governo Lula é de 3,6%, ficando em 21º lugar entre 29 governos.
Mesmo que em relação ao governo de seu arquiadversário o crescimento tenha melhorado - o governo Fernando Henrique teve uma média de crescimento do PIB de 2,29% -, a participação média do PIB do Brasil no PIB mundial caiu de 2,93% no governo FHC para 2,74% no governo Lula.
Segundo o trabalho do professor Reinaldo Gonçalves, no conjunto de 29 mandatos, o governo Lula (2003-09) tem até o momento a nona taxa mais baixa de crescimento econômico.
O fraco desempenho do governo Lula implica que o país precisaria de 20 anos para duplicar o seu PIB, quando a taxa secular é de duplicação do PIB em 16 anos.
No período 1890-2009, a economia mundial cresceu à taxa média anual de 3,14%, o que significa que, ao longo do período analisado, o Brasil tem conseguido avançar no processo de desenvolvimento econômico, com tendência de crescente participação na economia mundial.
Entretanto, Gonçalves ressalta que este processo somente começou nos anos 1920 devido ao fraco desempenho e à instabilidade da economia brasileira no período que vai da proclamação da República até o pós-Primeira Grande Guerra. O "salto quântico" de desenvolvimento, de acordo com o professor, é dado pelo presidente Getulio Vargas no entreguerras.
"No período de praticamente meio século que vai de 1930 até 1979, a economia brasileira apresenta taxas de crescimento econômico de longo prazo significativamente elevadas", destaca Reinaldo Gonçalves.
De fato, o país já teve períodos de crescimento de níveis asiáticos: de 1950 a 1959, média de 7,15%; de 1960 a 1969, média de 6,12%; e de 1970 a 1979, de 8,78%.
O maior crescimento do PIB foi de 13,97% em 1973, no auge do "milagre econômico", mas taxas de dois dígitos são exceções, aconteceram somente em seis anos.
O resultado, afirma Reinaldo Gonçalves, é que a participação do país no PIB mundial aumentou de menos de 1% no final dos anos 1920 para 3,6% em 1980.
Nos últimos 30 anos, no entanto, a economia brasileira tem tido um desempenho relativamente fraco em comparação com o conjunto da economia mundial e, principalmente, com o subconjunto de países em desenvolvimento. De 1990 a 2003, o crescimento médio foi de 1,8%; de 80 a 2003, 2%.
Restringindo a análise ao primeiro conjunto, Reinaldo Gonçalves observa "clara tendência" de queda da participação brasileira no PIB mundial a partir de 1980.
Em 2002, esta participação era de 2,81% e, em 2009, era de 2,79%, "próxima daquela observada quase quarenta anos antes, no início dos anos 1970, ressalta Reinaldo Gonçalves.
Na análise do professor de economia da UFRJ, o governo Luiz Inácio Lula da Silva se beneficiou de uma conjuntura extraordinariamente favorável no período de 2003 até meados de 2008, mas o fato é que a crise global teve forte impacto sobre a economia brasileira (queda do PIB de 0,2% em 2009 anunciada ontem), em que pese o discurso do governo "completamente descolado da realidade".
Gonçalves tem uma visão crítica da atuação do governo na crise, atribuindo o PIB negativo a "erros de política de ajuste", como a instabilidade e o nível da taxa de câmbio, nível da taxa de juros e regressividade do estímulo fiscal.
"Ao fim e ao cabo, a evidência mostra que o desempenho da economia brasileira no período 2003-09 é medíocre pelos padrões históricos brasileiros e pelos padrões internacionais", sintetiza.
O professor ressalta que no governo Lula "continua ocorrendo o processo de perda de posição relativa do país na economia mundial".
Comparativamente ao final do governo Fernando Henrique Cardoso, na opinião de Gonçalves, o governo Lula tem desempenho "igualmente medíocre".
Em 2002, último ano do segundo mandato de Fernando Henrique, a participação do Brasil no PIB mundial foi de 2,81%, e, em 2009, a participação brasileira ficou em 2,79%.
O professor Reinaldo Gonçalves atribui à "similaridade de modelos de desenvolvimento e de políticas econômicas" o fraco desempenho dos governos FHC e Lula.