02/12/2011, por Rui Nogueira
“O Estado tem obrigação de oferecer um atendimento de qualidade, porque é um direito fundamental humano”, enfatizou o médico da família Rui Nogueira, convidado da mesa-redonda Como espantar o caos reinante na saúde, realizada na tarde deste sábado (12/11), na sala Leste do Santander Cultural.
Ele criticou as campanhas de vacinação, em que se não têm um controle da quantidade de doses utilizadas e nem acompanhamento, pois as carteirinhas não são utilizadas de forma correta. “As pessoas tomam a vacina na rotina e nas campanhas, o que resulta no excesso de imunização”, destacou.
Nogueira explicou que, até completar 18 meses, o bebê brasileiro recebe 36 doses de vacinas. “É uma agressão ao sistema imunológico da criança. Virou mercado, e isso não pode acontecer”, afrimou, lembrando que, só na campanha contra Hepatite B, estão previstas três doses, sendo que a doença é transmitida por contato sanguíneo e pelo sexo.
“Se fosse dar aos adultos uma dose proporcional, de acordo com o peso, equivaleria a 12 ampolas de 1 ml”, exemplificou.
Sobre o caos na saúde, “sempre se dá a desculpa da má gestão e da falta de recursos”. Para o médico, grande parte do problema está diretamente relacionado à política partidária. “Os gestores são nomeados não pela competência técnica e sim pela indicação política”, lamenta.