28/08/2011, por Rui Nogueira
A covardia social ainda opera ostensivamente no mundo. A segmentação das populações, independente das religiões e filosofias, em senhores, escravos e indigentes ainda vigora. É a separação imposta pela força, amparada pelo domínio de conhecimentos, encntrada na covardia da pólvora e canhões contra armas de madeira, da alta tecnologia contra povos desarmados.
Os países dominantes, sem recursos naturais, e com dificuldade para produção de alimentos, devido ao clima, há séculos vivem da exploração do resto do mundo, num regime de mercantilismo colonial imposto pela força, e reforçado por orientações religiosas e doutrinárias.
Os países ditos pobres ao redor do mundo tëm os seus produtos naturais e matérias-primas saqueados ou levados por preços iníquos estabelecidos pelos compradores (que absurdo!), sob a chancela de órgãos internacionais controlados pelos dominadores (OMC).
A produção visa a exportação (feita com isenção de impostos). O Brasil detém a produção mundial de nióbio, e o preço irrisório é estabelecido em Londres. Por que a conivência das pessoas que deveriam atender a nossos interesses?
O resumo da história econômica do Brasil é: sai riqueza, fica buraco e miséria.
A notícia da venda de petróleo somente em euro derrubou Sadham (Iraque). Agora, o país com maior índice de desenvolvimento econômico da África, com estudo grátis universal até na pós-graduação no exterior, sistema de irrigação para produzir alimentos, viu o seu governante de muitos anos, repentinamente, transformado em tirano nos meios de comunicação, provavelmente porque estava estabelecendo lastro ouro para sua moeda ser a mais utilizada na África. Moeda com lastro ouro, qual país a tem?
Surgem rebeldes, sem acompanhamento de nenhum movimento de massas, com elementos fortemente armados e com enorme apoio aéreo estrangeiro em ataque numa linha direta aos centros governamentais. Foram buscar o ouro?
É mais uma terrível covardia social moderna - da alta tecnologia contra populações desarmadas - para preservar o mercantilismo colonial e salvar as economias ditas ricas, mas que são pobres.
Fonte: noticiário da atualidade