Eles querem os nossos bens! Em absoluto não querem o nosso bem.
Tem sido assim há séculos. A Europa Ocidental se intitulou “civilizada” e há séculos acha-se no direito de explorar o resto do mundo.
A região é pobre em minérios no seu subsolo, o clima não ajuda, o frio condiciona a produção de uma única safra por ano. Precisam viver explorando os outros.
A pólvora contra armas de madeira e, agora, tecnologias sofisticadas contra povos desarmados impõem ao mundo o sistema de mercantilismo colonial em que retiram, sempre que possível, em regime de simples extração, tudo o que precisam para os seus países e as suas indústrias.
Sempre os preços dos produtos primários são mantidos em níveis muito baixos, além de reterem as tecnologias e, assim, manterem os países ditos do terceiro mundo apenas como fornecedores de matérias primas, cativos fornecedores dos seus produtos.
O século XX trouxe a transformação do dinheiro, representação da riqueza, em nota de papel pintado sem qualquer lastro, mas considerado a própria riqueza. Isso transfigurou o mundo. Dinheiro com a prerrogativa de ser a própria riqueza acarreta a perda dos valores e o abandono da ética, para sempre prevalecer a busca do dinheiro como norma de vida. Isso é nítido no ambiente dos traficantes de drogas, conhecedores das conseqüências delas e que, mesmo assim, não admitem nenhuma interferência no seu modo de ganhar dinheiro, e o defendem até com armas.
Diante disso, pode depreender que o comércio internacional também não apresenta regras de lisura em seus negócios.
Persiste um mercantilismo colonial que observamos no Brasil, com as produções voltadas para atender aos interesses externos, controlados de modo absoluto, pelo “colonizador” estrangeiro até nos preços e no direcionamento da produção.
Não querem o nosso bem. Todos apenas visam o maior lucro possível. Vemos isso em todos os setores que foram absurdamente privatizados para mão estrangeiras como água, energia, comunicações, minérios, transportes, com elevadas tarifas e altas remessas de lucros antecipados ( ebidta ) antes de qualquer pagamento. Há uma assistência aos acionistas indiferente ao sacrifício e exploração da população.
Resistir é preciso.