14/03/2009, por Editorial da AEPET
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Os poderes da Halliburton
Poderosa corporação norte-americana, que teve como seu presidente, nada menos que o vice-presidente americano, Dick Cheney, atua fortemente no mundo e no Brasil. Foi a principal articuladora da guerra do Iraque, onde faturou mais de US$ 2 bilhões em trabalhos de recuperação do país, sem concorrência, segundo a imprensa internacional.
Sendo uma das duas especialistas mundiais em perfilagem e canhoneio de poços de petróleo, ela tem um contrato permanente da ordem de US$ 2 bilhões com a Petrobrás.
Usando o seu poder de pressão, nomeou o seu ex-presidente em Angola, Nelson Narciso, como diretor da Agência Nacional de Petróleo, para a área de exploração e produção. Como coordenador do 8º leilão, ele impôs sérias restrições a participação da Petrobrás. A sua diretoria também gerencia o banco de dados da ANP, que recebe os dados estratégicos da Petrobrás e está, há 10 anos, sob gerência da Landmark, subsidiária da Halliburton. O Ministério Público recomendou, em 2004, licitação para essa gerência do Banco de dados. Mas a ANP não cumpre essa determinação. Recentemente, a Halliburton realizou obras de adaptação de dois navios para sistemas flutuantes de produção para a Petrobrás (Barracuda e Carantinga). Empregou cerca de 200 engenheiros americanos, em detrimento dos brasileiros, causou um atraso de quase 2 anos na obra e na produção dos campos e, ao final, além de não ser multada pelos atrasos, ainda recebeu cerca de US$ 500 milhões da Petrobrás a título de serviços extras.
A decisão a favor da Halliburton foi da justiça americana. A Petrobrás não teve qualquer chance.