Editoriais

O jogo da crise

07/03/2009, por Rui Nogueira

Vamos falar de crise.
O caminho do não-pensar e da falta de senso crítico avança a passos largos.
Mesmo em ambiente “intelectual” constatamos opiniões atabalhoadas nitidamente contaminadas pelo dizer do sistema financeiro.
Que falta de senso! Querer explicar a crise com marxismo! A título de quê?
Nos derivativos não existe nenhuma correlação com a produção de riquezas.
Há somente jogo! Jogo em cima de ordens virtuais de pagamento. Um “recebível” de um dólar colocado na roleta dos “investimentos virtuais” passa a ser negociado e renegociado sucessivamente até atingir cotações muito altas (de um chega a sessenta).
O “aplicador” tem títulos com valores virtuais atribuídos sem critérios de criação de riqueza. De repente, ele quer não a indicação de que o seu titulo vale sessenta mais os sessenta dólares em moeda (papel pintado). Se aumenta o número dos interessados no resgate dos recebíveis, o sistema financeiro (bancos) não têm a moeda disponível para honrar os absurdos valores virtuais dos títulos. É a crise.
O maior “blefe” da história!
Como conseguiram dinheiro (papel pintado) do nada, os manipuladores do “mercado” adquiriram bens reais e assumiram o controle de boa parte do sistema produtivo, pelo mundo afora.
Agora, manobram para serem “socorridos”. Receberam mais notas de papel pintado que permitirão aumentar mais a concentração dos bens em suas mãos.
Se ganharam “dinheiro” do nada têm que ficar com o nada e não transferir, com a conivência dos governos os prejuízos gerados para tentar enrijecer a grande e frágil bolha da especulação.
Os executivos, controladores e sistemas financeiros é que têm de ser penalizados. A atual política é a de premiar os especuladores.
Isto é justo?

voltar

Desenvolvido por ProBrasil.net ® 2008